30.12.08

Balanço de 2008

Criei essa tradição pra mim: no fim do ano faço uma espécie de balanço do período. É bom pra saber onde evoluí e o que ainda precisa melhorar. No início do ano faço uma lista de resoluções e, a partir dela, faço o balanço do próximo.

Pois é, 2008 foi O ano das mudanças na minha vida. Em 2008 me tornei mãe, esposa e dona-de-casa. Falando assim parece simples, mas Caio - o centro da minha vida - mudou tudo em mim. As minhas preocupações e prioridades, meus horários, muitos das minhas convicções. Na verdade foi a maior mudança pela qual eu já passei. Acho que sou uma pessoa mais madura, hoje.

Ser dona-de-casa também foi uma mudança brusca, porque foram 28 anos morando com a mamãe, 23 anos no mesmo endereço. Mas, sinceramente, pensei que fosse mais difícil! Ser esposa dá uma segurada na barra das duas outras "funções".

Segue a lista de resoluções do ano passado, devidamente avaliada:

- Curtir muito, muito mesmo, meu filhote;
É a minha prioridade absoluta. Estou curtindo tanto, mas tanto, que quanto mais eu curto, mais eu quero estar perto dele, olhando aqueles olhinhos lindos e o sorriso que me quebra. Sinto vontade de apertar, apertar até colocar lá dentro do meu coração. Curtir meu filho é uma delícia indescritível.

- Não gastar dinheiro com coisas desnecessárias - até porque terei muitas coisas necessárias com que gastar;
Essa eu consegui fazer direitinho, já que não faltou dinheiro pra nada esse ano, e ainda conseguimos montar nosso ap. Essa vai continuar para o ano que vem.

- Beijar na boca, falar de amor, enfim, me dedicar mais;
Eu poderia ter me dedicado ainda mais. Gostaria de ter beijado mais ainda e todos os etcs que acompanham.

- Tentar um financiamento, ou algo assim, para comprar minha casa;
Fui ao banco, simulei o financiamento e desisti por tempo indeterminado, porque esse B na minha testa é de bonita, não é de besta, não. Mas montei meu apartamento, meu cantinho do meu jeito. É alugado, mas é meu por pelo menos um ano.

- Malhar, assim que possível, e voltar ao meu corpo normal o mais rápido possível - se puder ficar melhor, melhor ainda;
Malhar, eu não malhei, mas meu corpo voltou - Graças a Deus. Todas as minhas roupas servem em mim da mesma forma que serviam antes de engravidar! Não estou melhor que antes, mas vou ficar.

- Não deixar o trabalho de lado;
Ah! Mas não deixei mesmo. Às vezes até gostaria de poder fazer isso um pouco. Assessoria de Imprensa bombando, edição de clipes a todo vapor. O ritmo na TVLocal36 é que diminuiu radicalmente.

- Apreciar os momentos familiares, sempre;
Sempre, sempre, não sei. Mas o fato é que entendo mais a minha mãe, depois que virei mãe também. Estou mais próxima da minha irmã, depois que me mudei para a rua dela. Não consigo me acostumar com a bendita cervejada do fim-de-semana.

- Refletir um pouco mais, antes e depois dos fatos;
Me parece que essa veio naturalmente sem ter que me policiar muito.

- Organizar o meu tempo, para que o meu calendário e meu relógio vivam em função de mim e não o contrário;
Incrível. Quanto mais coisas você tem pra fazer, mais você encontra tempo pra fazer tudo. Mesmo fazendo almoço a partir das 6h da manhã, trabalhando o dia inteiro, e arrumando a casa depois das 8h da noite, estou me sentindo muito bem. Às vezes bate um sono e uma vontade de dormir até mais tarde, mas é tranquilo...

- Pedir ajuda quando for necessário, mas só quando for realmente necessário.
Esse ano eu pedi ajuda, muito. Mas é que eu precisei, muito, muito mesmo. Os primeiros dias depois do parto, eu enfrentei graças à ajuda que tive. Vocês foram fundamentais. Só que eu levei mesmo essa resolução à sério e vi que sou capaz de me virar em muitas coisas.

27.11.08

Porque o Brasil não vai pra frente?

Posto de Saúde. Fui levar meu filhote pra vacinar e fico escutando a conversa das Agentes de Saúde:
- Ela não vai fazer o preventivo?
- Ela disse que não tem vida sexual ativa...
- Como não tem? Eu chego lá 9h da manhã para fazer o acompanhamento e ela e o marido ainda estão deitados. Tu acha que tão fazendo o que?
- Nove horas? Eles não trabalham não?
- Estão os dois desempregados. E me atende de camisola, descabelada, dizendo que não dormiu à noite. Toda vez é assim...
- E estão vivendo de que, desempregados os dois?
- O pessoal lá do seminário, da igreja católica, ajuda. E os meninos estão no Bolsa-Família. Ela diz que não consegue trabalho.
- Dormindo até 9 horas, quem consegue? Nove horas eu já dei foi o maior duro aqui.
- Aí ela ainda chega no maior desaforo aqui com a gente.
- É barraqueira, é?
- É, minha filha. Tá por fora... Só ontem que ela tava sossegada, porque eu falei pra vir buscar os kits da escova e do creme dental. São oito pessoas na casa dela, contando com os meninos da filha dela, que ela cuida. Todo mundo usava a mesma escova, eu acho.
- Se é que usava...
- Se é que usava!

Aí pergunto eu: Porque o Brasil não vai pra frente? Como nos tornaremos mais desenvolvidos? Falta Educação, falta Saúde, sim. Mas falta vontade do povo, em primeiro lugar. Multiplique essa família por milhares de outras iguais no país inteiro. É, meu amigo, o buraco é muito mais embaixo.

Ps.: O atendimento do posto funciona bem. Pelo menos a mim, sempre que precisei, foi satisfatório. O pessoal é bem melhor do que a estrutura, mas já é alguma coisa.

26.11.08

Comidinhas II



Independente de qualquer duplo sentido: o Croquete!

28.10.08

Comidinhas I

A série Comidinhas não tem nada a ver com dieta, ou com a teoria de que "se você fotografa o prato, come menos". Comidinhas são fotos que faço de coisas gostosas ou, pelo menos, bonitas.

Para abrir a série, um bolo de chocolate - nada mais clássico.



Aniversário de Marina Barreto.

23.10.08

Uma nova Isabela

Circunstâncias diferentes, mas a mesma postura exagerada e fútil da mídia brasileira em geral. Assim como no caso Isabela (a menina se transformou em "caso"), no caso Eloá a imprensa brasileira e outros programas pseudo-jornalistas deram ótimos exemplos do que não se deve fazer numa cobertura jornalísitca.

Se alguém aí tiver um só exemplo de menção séria ao sequestro da adolescente Eloá, sem que o jornal usasse do sensacionalismo, do achismo e do exagero, eu gostaria de saber.

Mais uma vez, tive a infelicidade de ouvir a apresentadora e especialista em porcaria nenhuma Ana Maria Braga se metendo no jornalismo. O pior: essa é a formação dela, o que me deixa realmente envergonhada.

Pois a bendita apresentadora teve a infeliz incubência de entrevistar um treinador da polícia americana SWAT. O brasileiro em questão criticou toda a ação da polícia com base nas teorias dele, sem se atentar para coisas básicas, como o fato de o sequestrador acompanhar tudo em tempo real pela TV. E o treinador ainda se disse envergonhado de ser brasileiro. Depois disso, me senti envergonhada também... de ver mais esse papelão.

Duas coisas do referido programa são tão absurdas que merecem registro. Uma é a apresentadora falando: "Por que não fizeram como a SWAT faz, como a gente vê nos filmes?" Filmes, pelo-amor-de-Deus! E a outra foi a boca aberta da repórter batendo na porta do apartamento de uma das vítimas (acho que da adolescente Nayara): "Vamos tentar falar com alguém aqui... É, ninguém atende". Puta-que-o-pariu, será que ela esperava mesmo que o povo estaria lá aguardando mais um repórter??

Para minha tristeza, o global Mais Você é só um exemplo do mau comportamento dos meus colegas da rede nacional. (Aliás, nacional no Brasil é o eixo Rio-São Paulo. Brasília, no máximo). O que foi a Sônia Abrão entrevistando o sequestrador por telefone? A "jornalista" interferindo diretamente no caso! Claro, atrapalhando tudo. Até José Luis Datena, um dos exemplos mais terríveis do jornalismo brasileiro, criticou essa palhaçada. E a Globo forçando o furo: "temos 70 segundos de gravação antes da explosão". O coitado do Rodrigo Bocardi lá, de plantão, full time...

O ovo ou a galinha - O que me entristece é que de nada adianta esse exagero de cobertura. Não faz nenhum bem às famílias envolvidas, não acrescenta nada à sociedade, não orienta os telespectadores em nada. É só o velho desejo de ver e mostrar a desgraça alheia.

E o povo comentando: "A mãe não amava a filha, porque já perdoou o cara", "A polícia devia ter feito isso ou aquilo", "O pai era bandido também"...

Na minha humilde opinião, os veículos estão dando muito espaço para o jornalismo, sem dar conta de suprir. Aí pegam um caso e exploram à exaustão, até ficar sufocante.

A mídia mostra o que o povo quer ver, ou o povo vê o que a mídia quer mostrar?

6.9.08

Clipes - parte I

Um vídeo feito de fotos, música e boas lembranças. Faço clipes personalizados, geralmente, exibidos em festas de casamento ou aniversário. Eles são como um presente, para quem deseja guardar suas lembranças de uma forma diferente - mais elaborada e surpreendente.

Digo surpreendente por causa das reações que o clipe gera nos personagens, na família e nos amigos. Às vezes, o que pra mim é um efeito de edição numa foto, provoca uma emoção que eu não poderia imaginar...

Até já mencionei um desses clipes aqui, mas só agora resolvi compartilhar (claro, com a devida autorização - valeu, Val, obrigada). O primeiro da série é de Ricardinho e Évila - supersimpáticos. O clipe é um resumo da lua-de-mel deles, na Espanha (coisa pouca, né?).

video

Quer um também? Entre em contato mandando um comentário.

13.8.08

Futebol e política

Já começou a campanha 2008 para prefeito e vereadores. A parte boa é conhecer os candidatos, nem que seja pra criticar. A primeira parte ruim são os terríveis jingles, que já estouram nossos tímpanos nas primeiras horas da manhã - os carros de som passam embaixo da minha janela, praticamente.

Com o início da campanha, não posso dizer que renasça a esperança de que as coisas mudem. Não porque todos os políticos sejam corruptos, ou porque ninguém fica imune ao esquema já instalado. A culpa das coisas estarem como estão - e de não mudarem nunca - é dos eleitores. De todos nós eleitores.

Digo isso por causa de uma matéria que vi outro dia na televisão. Torcedores - acho que do Flamengo - aprontaram o maior quebra-quebra em protesto contra a má fase do time. Cobraram mudanças, reclamaram do técnico, enfim, mostraram que estavam lá e que tinham o direito de reclamar.

O que não me entra na cabeça é porque protestar contra um time de futebol enquanto vereadores, prefeitos, deputados, governadores, senadores, presidente fazem o que querem com o país. Esses, sim, merecem muito barulho e protesto, porque estão empregando mal o dinheiro que sai do nosso bolso - às vezes direto para os deles.

Os caras tomam até porrada da polícia porque o time perdeu uma partida e não fazem nada quando chegam num hospital e as coisas estão sucateadas. Silêncio quando a escola pública vai de mal a pior. Impostos sempre subindo e sumindo sem uma confusãozinha que seja.

No dia que eu tiver que fazer protesto, gritar, xingar e tomar porrada da polícia, eu vou estar pedindo respeito e não gols. Afinal, se o cara está lá, na prefeitura, na câmara - onde quer que seja - fui eu que coloquei ele lá.

Slogan do protesto: "Se você bobear, tiramos você daí!"

26.7.08

Selo Dardos

Pela primeira vez, meu blog foi indicado a um prêmio. E foram logo os dois blogs de uma vez só, este e o A hora do arroto.
Quem me indicou ao Selo Dardos foi Michele, do Vinte e Poucos Anos. As regras são:

1. Aceitar exibir a distinta imagem.
2.Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o Prêmio Dardos.


Os meus escolhidos são:

1 - A hora do arroto, lógico.

2 - Vinte e Poucos Anos, de Mi.

3 - Azidéias, de Tijolo.

4 - Eternizar, de Kizzi.

5 - Nada demais, só pensamentos, de Vanessa.

6 - Flutuare, de Carol Urbano.

7 - GJOL, de Marcos Palácios e um grupo de pesquisa em jornalismo on line.

8 - Caralhaquatro, não conheço os autores, mas é muito bom.

9 - Dossiê Alex Primo, de Alex Primo, sobre a blogosfera.

10 - Porra, Bicho, de Romana.

11 - Encontro de Mentes, de Caíque.

12 - Ondas de um verde mar, de Talita.

13 - Ajude os bichos, de Jussara Botelho.

14 - Núcleo de Notícias, de Caíque e equipe.

15 - Palavras e Meias, de Anselmo.

14.7.08

Ih! Fedeu...

O Esporte Clube Primeiro Passo - ECPP, mais conhecido como o time do Conquista, vem fazendo uma boa campanha no Campeonato Brasileiro da série C. A torcida organizada Criptonita - cujo nome eu achei massa - tem se mostrado feliz e bastante inspirada. Cria músicas e tem um jeito todo especial de saudar os jogadores. Mas, numa dessas saudações, pode confundir os mais inocentes.

Minha sobrinha chega para minha irmã:
- Mãe, tem um jogador do Conquista que é muito fedorento, né?
- Porque Duda?
- Porque quando ele aparece a torcida grita: "Ih! FEDEU, Pantico apareceu!"

E por falar em Conquista e Criptonita, olha só a avalanche de comemoração pelo gol de pênalti marcado por Léo Macaé:



O menino do canto sobreviveu. Alguém segurou ele...

9.7.08

Lei seca

Aprovei total! Essa nova lei, de que não se pode dirigir com qualquer nível de álcool no sangue, foi a melhor coisa que fizeram. Claro que as pessoas têm todo o direito de beber o quanto quiserem, mas colocar a vida dos outros em risco por causa disso é um pouco demais, né? Até entendo que alguém dirija sem carteira. Mas depois de beber? Pra mim não tem desculpa.

Ouvi gente reclamar de que o happy hour acabou, que não pode mais se divertir. Duas coisas: Não é possível se divertir sem beber? Pra mim não só é possível, como é bem melhor. E dirigir? Faz parte da diversão? Deixa o taxista ganhar o dinheiro dele, gente.

Mas o que mais me chamou a atenção foi, novamente, a cobertura da mídia. O Brasil é um país tão esquisito que, quando uma lei é cumprida à risca, vira notícia. Não deveria ser o contrário? Todo dia, o noticiário: X pessoas foram presas; tantos motoristas foram multados. Os brasileiros precisam aprender que a lei é pra ser cumprida mesmo, sem jeitinhos. Sandra Annemberg, no global Jornal Hoje, arregaçou: "Há muito tempo não se vê uma lei ser tão cobrada no Brasil".

É por essas e outras que eu não sei se ainda sonho com um país civilizado, educado e honesto.

30.6.08

Desenhos da nossa infância

Quando a gente é criança, é tão inocente que não enxerga certas mensagens passadas pelos desenhos. Adultos, é impossível não percebê-las. Meus amigos dizem que, com essas revelações, eu acabei com a infância deles. Acabei nada, eles até deram muita risada com isso. Aliás, muitas dessas verdades circulam livremente aí pela internet. Por exemplo:

Gargamel, dos Smurfs: Pura viagem de LSD. O cara vive sozinho na floresta, com um gato doido e correndo atrás de homenzinhos azuis que vivem em cogumelos!!
Popeye: Às vezes ele come o espinafre, mas algumas vezes ele traga pelo cachimbo e se sente beeem. Erva no cachimbo? Sei...

Olívia Palito: Totalmente anoréxica. Ninguém é magra e tão desesperada daquele jeito. Deve consumir muita anfetamina ou moderador de apetite...
Brutus: Sempre querendo sequestrar a anoréxica acima para fins sexuais. Eu, hein?
Salsicha: Veja se o comportamento dele não é a caricatura do maconheiro. Não só fisicamente e o jeito de andar e tals... Mas ele fica naquele furgão psicodélico, falando com o cachorro dele, e quando sai de lá tá vendo fantasmas e numa larica da porra...


O que você diria se visse um cara magrinho hoje e amanhã ele estivesse saradão? He-man é puro esteróide anabolizante. Com aquela cuequinha de couro e todos os músculos de fora, então... Só falta passar óleo no corpo. Até o tigre do cara é marombado!


Alice, no País das Maravilhas: É o clássico. Pra mim, ela é que puxa a fila das mensagens em desenhos. Ela tem todas as características de quem usou entorpecente, possivelmente LSD. Ela vê cores fantásticas, animais falantes, cartas de baralho vivas. Ela se sente grande, depois se sente pequena. Qualquer um que use LSD também vai viajar pro país das maravilhas.


Patolino: Cocaína pura. O cara fica ligadão o tempo todo e até bate a própria cabeça no chão. Dá até agonia de ver...
Tem várias outras verdades "escondidas" nos desenhos. O Bob Esponja não entra na lista, primeiro porque não fez parte da minha infância e depois porque está muito claro que ele é gay - qualquer um percebe. E a Caverna do Dragão já foi falada demais, todo mundo sabe.

Qualquer coisa, a gente engorda a lista com mais alguns desenhos que marcaram nossa infância...

27.6.08

Rotina

A idéia é a rotina do papel.
O céu é a rotina do edifício.
O inicio é a rotina do final.
A escolha é a rotina do gosto.
A rotina do espelho é o oposto.
A rotina do perfume é a lembrança.
O pé é a rotina da dança.
A rotina da garganta é o rock.
A rotina da mão é o toque.
Julieta é a rotina do queijo.
A rotina da boca é o desejo.
O vento é a rotina do assobio.
A rotina da pele é o arrepio.
A rotina do caminho é a direção.
A rotina do destino é a certeza.
Toda rotina tem sua beleza.
Texto da propaganda da Natura, que eu achei muito legal.

29.5.08

Shirley D.C.

Meu filhote ainda não completou 15 dias e eu já tenho tanta história pra contar! Minha vida agora se divide em Antes e Depois de Caio. Mas, se eu for contar tudo aqui, vou quebrar todas as regras de um texto passível de ser lido. No entanto, algumas coisas eu preciso registrar:

- O dia do nascimento:
Ansiedade, tensão, preocupação. Vocês estão com nove meses, não sabem quando será o grande momento e as pessoas se sentem no direito de te cobrar uma "atitude". Como se alguém pudesse estar mais ansioso que você. Eu me senti no direito de me irritar. E falar alto.

1. Se você ficar como eu, ansiosa pela hora do parto e cansada de tentar achar os sinais que nunca chegam, lembre-se: quando você estiver de TPM em pleno final da gravidez, tá chegando a hora.

2. Se você conhece uma grávida, evite ficar perguntando o tempo inteiro "que hora esse menino sai?" e, principalmente, nunca conteste uma gestante dizendo que o problema é dela que não sabe de nada. Fique na sua.

- O parto:
Estava preparada para ter um parto normal, mas faltou dilatação e, pro meu filhote não sofrer, foi necessário fazer uma cesareana. Ou seja, senti todas as contrações de um parto normal e todas as consequências de um parto cesáreo. Mas as contrações me ensinaram duas coisas: uma é que tudo passa, por pior que seja, vai passar. A outra é que só a perspectiva de que vai doer, já dói.

1. Prefira o parto normal. Vai por mim: será melhor pra você. E o pós-parto é bem mais tranquilo. O leite sai mais rápido e seu filho não passa fome. Você consegue ir ao banheiro sozinha. Você consegue pegar seu filho do bercinho sem precisar chamar ninguém. Suas pernas não ficam sem movimento por mais de 4 horas. Seus pontos não vão te incomodar tanto. Você sente dor por algumas horas, mas não se sente inútil por dias. Etc. etc. etc.

2. Se ainda assim quiser uma cesareana, marque para uma data com folga para um possível parto normal. Senão, vai sentir a parte ruim dos dois tipos de parto, como eu senti. Resista à tentação de conversar com suas visitas ou ficará cheia de gases. E acredite: isso dóóói...

- Caio:
Lindo, príncipe, perfeito, gostoso, a melhor coisa do mundo. Meu rapazinho nasceu com 52cm e 3,560kg, às 6h25 do dia 15.05.2008, uma quinta-feira. Estou com o impulso de colocar mais um monte de adjetivos, para explicar a presença do meu filhote, mas é impossível. É um sentimento tão forte que é impossível descrever. Mas também não adianta: se você é mãe já sabe do que estou falando; se não é, não vai entender.

1. A melhor sensação do mundo é quando você está ainda na mesa de cirurgia e a enfermeira traz o seu bebê para você tocar. Impossível não chorar sentindo o rosto dele, quentinho, tocando o seu. Meu Deus, como isso é bom!

2. Na hora do parto, ouço do obstetra: "Que moleque forte!" E, assim que ele nasceu, ouço do anestesista: "Olha o tamanho desse moleque! Esse não nasceria normal nunca". Grande, forte, lindo e a cara do pai.

- Amamentação:
Cara, como isso dói. Dar de mamar dói demais. Eu não chorei de dor durante as contrações, apesar de ter gritado umas duas vezes. Mas quando aquela boquinha forte e faminta gruda no seio rachado, você chora de pura dor. Eu queria morder alguma coisa, apertar alguma coisa, eu batia o pé no chão, sofria e chorava. Você fica com medo da próxima mamada, e com razão. Mas é assim mesmo: tudo passa. Agora já estou bem melhor, o leite sai mais e o seio dói bem menos. Meu bebê já está crescendo e ficando mais gordinho.

1. O sentimento é esquisito. Você tem medo da dor; se sente culpada por estar com medo enquanto seu filho está com fome; você quer dar de mamar porque sabe que é a melhor coisa que pode fazer por ele; se sente frustrada, inútil, egoísta, fraca. Você só quer ter força, coragem e leite.

2. Aí no meio desse sofrimento todo, meu filho, dormindo, faz uma carinha de sorrir. E o marido chega e diz "Eu te amo mais ainda por tudo isso". E eu sou, de novo, a mulher mais feliz do mundo. E choro, de novo, em cima do teclado...

- Obrigado:
Minha mãe diz que a natureza sempre fala mais alto e a mulher suporta tudo. Não sei não, mas acho que sem minha mãe, Sheu e Dudu, eu não conseguiria. Eles me entendem, seguram minha onda, tentam me acalmar, cuidam do meu bebê... Tem hora que eu não sei o que fazer e eles estão lá. Obrigado é muito pouco.

1. Se você vai ter um bebê, pule pra baixo da asa da sua mãe. Isso é muito importante. Imagino o quanto deve ser difícil esses primeiros tempos sem a mãe do lado. E, se você tem, como eu, uma irmã dedicada que ainda por cima está amamentando também, você é uma privilegiada. Tia Sheu é madrinha e ama de leite.

2. Encontrar um homem é fácil. Encontrar um homem que te faça feliz é difícil pra caramba. Encontrar um homem que te faça feliz e seja um pai de verdade, isso é só pra quem nasceu com muito crédito com Papai do Céu.

3.5.08

O não-comentário do ano

Há um bom tempo estava querendo NÃO comentar um assunto: o que ficou conhecido como "Caso Isabela".

Cheguei no salão e a moça lavando meu cabelo falou, do nada: "E esse caso da menina Isabela, hein? Que que você acha?" Bicho, eu achei um absurdo tão grande, mas tão grande que só pude dizer: "Não estou acompanhando, não." E a carinha dela, de espanto: "Nããão?!?!?"

Aí fui explicar pra ela por que não:

Pra mim, isso virou uma novela. Cada dia, os jornais inventam um capítulo diferente. Se não têm nada pra falar, colocam um helicóptero em cima da casa da mãe do pai, pra ver o namorado da irmã do pai sair de moto de manhã. Em todos os programas populares só se fala disso, de manhã, de tarde, de noite, de madrugada. E todo mundo com aquela cara de indignado.

Mas porque a mídia faz isso? Porque tá dando audiência, e audiência leva a publicidade nos intervalos. Publicidade, claro, é igual a dinheiro. Não vem com essa de que estão preocupados com a punição dos culpados, a vida da coitada da menina, etc e tal. Não estão. E não estão porque quem quer que tenha sido culpado, isso não vai influenciar na vida do Brasil inteiro, de tal forma que se justificasse esquecer todos os outros assuntos.

Reflita comigo: se essa menina tivesse morrido no interior do Acre, a Ana Maria Braga falaria sobre o mesmo assunto um mês inteiro? Ela e todos os outros programas e jornais? Aliás, nenhuma outra criança morreu ou sofreu violência este mês no país? Vai ver que o pai e a madastra vão sair matando todas as crianças do mundo. Cuidado!

Preocupação com a vida da menina? Me poupe. A menina, coitada, já morreu. A mãe, que já perdeu a filha, perdeu também a privacidade. Está tendo a vida invadida, falada, comentada, extremamente desrespeitada. Liga a televisão e vê a foto, ou o vídeo da apresentação da menina na escolinha. Que preocupação hein? Que consideração!

E ainda tem um bando de idiotas querendo invadir a casa dos suspeitos. Aí aparece um babaca dizendo que tem uma filha da mesma idade e quer fazer um protesto. Em frente às câmeras, pro país inteiro. Posso imaginar ele falando: "Filma desse lado, que é meu melhor ângulo". E meus colegas jornalistas dando espaço, como se isso fosse notícia. Já virou fofoca há muito tempo.

Mas a questão com a mídia é mais profunda ainda. A moça que trabalha aqui em casa foi quem me corrigiu. "Eles mostram isso é porque a gente quer ver". Lógico, senão não teria audiência. "A gente" quer ver as cenas do próximo capítulo. "A gente" quer descobrir quem é o vilão. "A gente" quer ver a mocinha sofrer. Ouvi inúmeras pessoas dizendo que a mãe da menina está muito fria. "Nem parece que está sofrendo". Puta que o pariu. "A gente" quer ver a desgraça alheia escancarada. "A gente" quer ver dor, gritos e desespero. A mulher não pode escolher nem se vai sofrer calada, se vai chorar no quarto, ou se o jeito dela é esse mesmo. "A gente" vê, julga e condena. "A gente" sempre pára quando vê um acidente, atrapalhando a equipe de resgate, atrapalhando a respiração da vítima, por que "a gente" quer espetáculo. É isso que "a gente" sempre quer: espetáculo.

É claro que não falei tudo isso nem pra moça do salão, nem pra moça que trabalha aqui em casa. Fiz um resumo mais superficial. Mas se "a gente" quiser comentar esses aspectos do caso, fique à vontade. Não me venha perguntar o que achei do capítulo anterior.

27.4.08

Uma coisa a dizer

Agora que acabou o Curso de Extensão em Jornalismo Digital que a FTC promoveu e pelo qual eu praticamente me estafei (mas foi muito legal - o último módulo surpreendeu) , só há uma coisa a dizer:

"Tô louca pra te ver chegar.
Tô louca pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço,
retomar o pedaço
que falta no meu coração.
Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver,
mas o relógio tá de mal comigo..."

25.4.08

Tempo

Coisa mais relativa do mundo é o tempo. Como pode?

Meus dias passam tão rápido que mal tenho tempo de resolver tudo que me aparece. E é tanta coisa...

Meus dias passam tão devagar, que o último mês de gravidez parece que vai completar cinco anos...

3.3.08

Milhares de coisas pra fazer

Esse papo de "tô sem tempo para postar no blog" é muito chato. Então vou passando direto para as milhares de coisas que tenho feito e que tenho que fazer.

- Ainda estou editando os vídeos do carnaval. Por isso eles não estão aqui, como prometi no post anterior.

- Tenho resolvido um monte de coisa da TV, por que Dudu está fazendo trabalhos fora. Quando digo fora, quero dizer longe mesmo: fronteira com Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Mas tudo bem. A gente não pode e nem quer abrir mão deste tipo de trabalho.

- Ascom da FTC. O clima é ótimo, mas é muito trabalho para uma gestante só. E ainda tem o Curso de Webjornalismo que vem por aí. Atenção colegas de Conquista: entrem em contato comigo, pois vai ser bem legal.

- Montagem de todo o esquema para transmissão do Som na Praça. E, claro, para a gravação dos DVDs, que estão sendo super esperados. Já sei exatamente quais são os equipamentos que vamos utilizar, onde vão ficar, como devo ligá-los, como cada um funciona, para que servem, quantos tipos e metros de cabos vamos utilizar e cada conexão que será necessária. A minha agonia é que não consigo começar logo a parte concreta da coisa. Cadê Roqueval???

- Vinhetas, animação de fundo de palco, chamadas do Som na Praça, tudo essa semana - dia 7 já estourou.

- O Som na Praça propriamente dito. Começa no dia 08 e vai até o dia 16 de março, durante a ExpoConquista 2008. Vamos gravar todos os shows; transmití-los ao vivo para TV e para o site www.tvlocal36.com.br; faremos entrevistas ao vivo, com a participação do telespectador; e vamos gravar informerciais dos estandes. Ou seja, vai ser massa. Para assistir e participar pelo site é de graça!

- Arrumar as coisas do meu filhote. Compras, planos, providências. Não posso esquecer de tomar o suplemento de Cálcio, Ferro e Ácido Fólico, nem de passar o óleo de amêndoas pelo corpo. Também tenho consultas mais freqüentes agora, coisa que me deixa muito mais tranqüila e menos ansiosa.

Aí você pensa: se organiza que dá tudo certo. Assim eu espero, mas fala isso pros meus pulmões, expremidos pelo tamanho do útero (afinal são 7 meses) e pra minha respiração curta. Aproveita e convence meu coração de que taquicardia, apesar de normal pra esse período, não tem graça nenhuma. Conversa com o clima de Conquista também, que tá quente pra caramba, e diz que calor não combina com a minha pressão baixa, nem com a lotação do ônibus.

Mas, quer saber? Não tô reclamando, não... Eu A-DO-RO essa vida!!!

30.1.08

Carnaval

A cidade mais antiga da Chapada Diamantina é a que melhor preserva o patrimônio histórico no Brasil. Rio de Contas foi fundada por Provisão Real em 1745, sendo a primeira cidade planejada do país. O mais tradicional carnaval da Chapada Diamantina acontece em Rio de Contas. Concursos de máscaras, lavagem da Escadaria de Santana e festa na Praça da Matriz fazem parte da folia.
Distância de Salvador: 680 quilômetros.

E o melhor de tudo: estaremos lá. A TVLocal36 vai cobrir o carnaval da Chapada Diamantina. Ou seja, muito trabalho e muita diversão esperam por nós.

Vamos produzir um documentário para a prefeitura, organizadora da festa; outro para a TVE (isso mesmo! se você mora na Bahia, confira na terça-feira de carnaval, à noite); e um especial para a Rede NGT de televisão (aberta em São Paulo e no Rio, além de afiliadas por assinatura no país inteiro). Claro, vamos colocar tudo no
www.tvlocal36.com.br depois.

Além de Rio de Contas, entram na nossa lista as festas de Paramirim e Cândido Sales. Então, se Deus quiser, a gente se vê na Quarta-feira de Cinzas. De alma lavada.


Por enquanto, a foto da Igreja de Santana. Na volta, confira o vídeo.

18.1.08

Novos hábitos


Algumas coisas que comecei a gostar de fazer, depois de Caio:

- Ler dezenas de artigos e matérias sobre gravidez, bebês, infância...
- Passar milhares de cremes e óleos na barriga e nos seios;
- Ficar deitada de costas, com as mãos na barriga, sentindo os movimentos do meu filhote;
- Ultrassom;
- Ver a barriga crescer (!!!);
- Contar pra todo mundo que eu não enjoei nada;
- Beber água, muita água...

17.1.08

É isso aí

Este post é para falar de uma voz. Jorginho Nascimento cantou ontem no aniversário de uma amiga (Marli, esposa de Nozinho). Eu me surpreendi de novo com a voz dele. Cara, esse negão canta demais. Ele brinca com a voz, é incrível.

Pra você ver que não é exagero meu, esse vídeo aí é do show que Jorginho fez para o Projeto Som na Praça. Orgulhosamente, lembro que a produção dos DVDs do projeto foi feita pela TVLocal36, que a arte do fundo do palco fui eu que fiz e que as imagens da câmera do trilho também fui eu. A direção e a outra câmera são arte de Dudu.

Mas, enfim: Parabéns a Marli pelo aniversário e a Nozinho pelo Som na Praça. Jorginho, tu canta muito negão, o Brasil ainda vai se render a você. E no mês de março tem mais Som na Praça, mais de trinta shows em dez dias e a TVLocal36 cobrindo tudo, pros DVDs e pro site www.tvlocal36.com.br

É isso aí...

2.1.08

Meu reveillon e a lista de resoluções para 2008

Sempre passo a virada de ano em alguma festa, seja particular, clube, boate, na praia. Sei porque faço isso: sempre me senti triste nesta noite, desde o primeiro reveillon depois que minha vó morreu. Fico olhando para as pessoas, e para mim, e pensando no que vai acontecer. Isso me deixa pra baixo, agoniada. Então saio pra dançar, pra fazer qualquer coisa que não me deixe pensar nisso.
Mas esse ano foi diferente. Não só fiquei em casa, como vi até queima de fogos pela TV - coisa abominável até o ano passado. Inacreditável: não me lembro de ter me divertido tanto!! Tudo porque juntei minhas duas sobrinhas mais velhas - Duda e Rebeca - para esperar pelo novo ano. A família estava toda em casa, mas acho que para elas a noite era mais especial. Sei lá, uma mudança na qual elas não tinham reparado. Uma nuvenzinha carregada passou pela minha cabeça, mas foi muito breve. As meninas espantaram-na rapidinho.

"Quando vai ser o Ano Novo, tia?" "Quando aquele ponteiro grande chegar no doze." "Tia, já tá no quatro!" "Já tá perto do seis, tia" "Porque, nesse da sala ainda tá no sete? No do quarto já tá perto do oito!" "Então vamos seguir o do quarto." "Já passou do nove!" "Quando chegar perto do doze vocês me falam." "Já tá chegando, tia, já tá chegando, já tá perto!!" Pezinhos batendo no chão, ritmados. "Obrigado Jesus, já tá perto!" "Graças a Deus, tá chegando!" "Então vamos lá: junta todo mundo." "Três, dois, um: Feliz Ano Novoooo!!!!" Três crianças gritando no meio da sala: uma de 4, uma de 5 e uma de 27 anos...

Não satisfeitas fomos gritar na rua também, cada vez que estourava uma luz no céu. Gritei tanto, dei risada... Espero que elas se lembrem dessa noite como um momento bom. Eu lembrarei.
Então seguem as minhas resoluções para 2008:
- Curtir muito, muito mesmo, meu filhote;
- Não gastar dinheiro com coisas desnecessárias - até porque terei muitas coisas necessárias com que gastar;
- Beijar na boca, falar de amor, enfim, me dedicar mais;
- Tentar um financiamento, ou algo assim, para comprar minha casa;
- Malhar, assim que possível, e voltar ao meu corpo normal o mais rápido possível - se puder ficar melhor, melhor ainda;
- Não deixar o trabalho de lado;
- Apreciar os momentos familiares, sempre;
- Refletir um pouco mais, antes e depois dos fatos;
- Organizar o meu tempo, para que o meu calendário e meu relógio vivam em função de mim e não o contrário;
- Pedir ajuda quando for necessário, mas só quando for realmente necessário.
Essa lista pode aumentar com o passar do tempo, mas acho que diminuir, não. Estou aceitando sugestões dos amigos para novos itens. No final do ano, faço um balanço do que consegui realizar.
Um ANO NOVO feito pra VOCÊ!